Parto Não é Sinônimo de Violência

28/07/2017

 

A revista Época dessa semana veio com uma matéria muito triste e ainda muito presente na vida de diversas mulheres e profissionais que lutam tanto para preservar a vida: a violência obstétrica.

 

Uma das coisas principais, que é sempre um ponto onde aconselho a mulher, é o respeitar a pessoa como ser humano, digno de toda atenção e cuidado que qualquer um merece. Recebo pacientes no meu consultório para o acompanhamento do pré-natal, cuido de carências nutricionais que já são observadas ou que podem surgir por uma alimentação inadequada nesse período, o controle do ganho de peso e a mudança por hábitos alimentares mais saudáveis tanto para a futura mamãe quanto para o bebê que virá.

 

Além disso, todo profissional de saúde tem que estar atento e prestar auxílio as queixas e sentimentos gerados nesse período. Então, sempre pergunto sobre se já escolheu o modo que trará seu filho ao mundo, se já conversou com seu obstetra sobre dúvidas relativas ao parto. O parto vaginal, conhecido como parto normal, deve sempre ser a via de preferência, optando-se pela cirurgia cesárea em casos específicos como em situações de doenças ou pela falta de abertura da passagem pelo canal vaginal.

 

Muitas mulheres optam pela cesariana por medo da violência obstétrica, como se toda mulher na hora do parto tivesse que passar por isso. A violência obstétrica não é só forçar a mulher a caminhar nessa hora contra a sua vontade, forçar a saída de uma criança por horas e dias de trabalho de parto, é tudo que envolva uma prática abusiva contra a mulher nesse momento. Principalmente não respeitar o desejo e o sentimento dessa mulher, que chega no local precisando ser amparada e cuidada.

 

Cesarianas não devem ser marcadas como algo natural, para facilitar a vida da equipe médica. É uma cirurgia de médio porte, que oferece riscos como outra cirurgia qualquer. Parto humanizado não é forçar uma mulher a ter o parto vaginal a qualquer custo, não é tratar a gestante com descaso, não é oferecer precária atença a família daquela criança que irá nascer. Parto humanizado é saber que aquele momento necessita de cuidados especiais, mas antes disso, que durante o pré-natal a família merece toda a informação e que a mulher tem que participar das decisões sobre a sua vida e a de seu filho. A empatia pelo outro, amor ao ser humano, saber realmente que a vida depende da sua decisão e ela precisa ser a melhor possível para aquele momento fará toda a diferença. 

 

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