O Que Estamos Comprando?

30/11/2017

Quando vemos uma inocente embalagem de biscoitos, com desenho de personagens infantis, imaginamos que aquele alimento é saudável ou que ele é adequado para a alimentação de crianças. E na grande maioria das vezes isso não é verdade!

 

Como conseguimos saber então o que estamos consumindo?

Para termos conhecimento disso, precisamos ter a curiosidade de olhar a parte de trás da embalagem primeiro. Depois precisamos achar onde está a lista de ingredientes (que as vezes fica quase escondida). Além disso, precisamos ter uma excelente visão ou ter uma lupa para conseguirmos ler aquelas letrinhas miúdas e após todo esse processo, precisamos entender o que quer dizer as palavras estranhas como "amido modificado", "açúcar invertido", e as mais complicadas, "acidulante", estabilizante"..... enfim, complicado né?

 

Para acabar com isso e deixar as coisas claras para a população, a ANVISA quer mudar a rotulagem aqui no Brasil, e torcemos para que essa mudança se baseie no modelo chileno. Sim, no Chile as coisas estão mais claras e o consumidor que compre um alimento cheio de açúcar, por exemplo, sabe que está comprando assim e é sua opção comer algo com quantidade maior do que deveria comer, mas é a sua opção. Ele não compra enganado, ele não compra sem saber o que está levando pra sua mesa.

 

Modelo chileno:

O país colocou selos claros e em destaque em todos os produtos que apresentam taxas altas de açúcar, sal, gordura saturada e calorias. 

 

 

A indústria de alimentos sugere um modelo diferente, um que utiliza as cores do semáforo para indicar se um produto possui ou não quantidades adequadas.

 

 

Esse modelo não deixa claro para o consumidor. Vermelho é muito, verde é adequado, mas e o amarelo? É muito ou não? Pode ser consumido ou não? A porcentagem significa que é muito de determinado nutriente? Se tem pouco açúcar então é saudável? 

 

Achamos que esse tipo de rotulagem mais confundirá do que irá informar.

Por isso Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) tem uma proposta muito melhor, que se basei na proposta do Chile, e ainda quer que essas informações venham na frente do produto, sem estar escondida, deixando claro para o consumidor que nutrientes estão em quantidade excessiva e podem fazer mal a saúde.

Já estava na hora dessa mudança ocorrer. Temos um país caminhando para altas taxas de obesidade, principalmente entre as crianças. Além disso, as embalagens não são claras, levando muitas vezes ao consumidor comprar um péssimo alimento achando que ele é mais saudável do que outro, por conta de alegações como vitaminado, fit, diet ou light.

 

Além disso os produtos também deverão ser informados por 100g de produto e não por porções, porque as vezes a porção informada também não corresponde a uma realidade de consumo e só serve para a indústria diminuir a quantidade de nutrientes informada no rótulo. Exemplo disso: um pacote de biscoito que possui as informações da porção de 2 unidades do biscoito, sendo que as pessoas nunca compram um pacote para comer apenas 2.

 

Vamor torcer para que esse novo modelo seja adotado e que tenhamos maior clareza nas informações sobre o que estamos comendo.

 

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/anvisa-quer-que-rotulos-de-alimentos-tenham-dados-mais-claros-21804470

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