Na Luta Pelo Parto Natural

29/12/2014

 

O Ministério da Saúde, desde a pesquisa Nascer no Brasil, tem feito várias mobilizações em prol da assistência e informação sobre o parto natural. A partir de outubro a ANS vai cobrar uma transparência maior de informações sobre o parto e os motivos que levaram a opção por uma cesárea, que é uma cirurgia e deveria ser encarada como tal. Além disso, as resoluções incluem a apresentação do partograma, que deverá conter anotações do desenvolvimento do trabalho de parto e das condições de saúde maternas e fetais. O documento será parte integrante do processo para pagamento do parto pelas operadoras. Outra novidade é a distribuição, pelos planos de saúde, do Cartão da Gestante e da Carta de Informação à Gestante para registro de consultas de pré-natal, com orientações e dados de acompanhamento da gestação.

 

Essas e outras medidas estão sendo tomadas para que haja um esclarecimento maior sobre o parto natural: a segurança para o bebê e para mãe. A cesárea é uma cirurgia, foi banalizada e hoje vira opção para parto porque a mulher tem medo das dores do parto. A cesárea pode ter várias complicações, não beneficia nem o bebê e nem a mãe que passa por uma recuperação maior e ás vezes mais dolorosa do que seria as dores do parto natural.

 

No Rio de Janeiro, 92.7% dos partos realizados em 2012 nas maternidades particulares foram cesarianas. Quanto melhor a situação econômica, maior é o incentivo de médicos a escolha da cesariana. Esta cirurgia deveria ser indicada em casos especiais, onde se constatasse um problema que imperdisse a via natural. Onde os riscos da cesariana seriam menores em relação a uma consequência negativa na hora do parto tanto para a mãe quanto para o bebê.

 

Não se justifica uma cesariana por escolha da data de nascimento do bebê, por medo de dores, pelo médico não querer trabalhar fins de semana, por imposição da família, e outra alegações que mostram apenas a falta de informação que passa a mulher o despreparo de alguns profissionais. No Rio de Janeiro está crescendo um movimento que permita a mulher a participar de todo o período do pré-natal com conhecimento sobre como está caminhando a gestação para que ela junto ao seu médico possa optar pelo parto natural com apoio esegurança.

 

Espero que esse futuro esteja cada vez mais próximo. Pelo bem da saúde do nosso país.

Veja reportagem de ontem, publicada pelo Jonal O Globo.

 

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