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  • Luciana Novaes

A Vida Com Alergia Alimentar


Alergia ou hipersensibilidade alimentar é uma reação, uma resposta anormal ou exagerada do sistema imunológico a um alimento, no caso a proteína ou molécula ligada a proteína dos alimentos, que é identificada como um “corpo estranho” pelo organismo. Resumindo: o corpo do alérgico "enxerga" determinados alimentos como se eles fossem potencialmente perigosos.


Muitas vezes a alergia é confundida com a intolerância alimentar, mas nesse caso não existe o envolvimento do sistema imune. A intolerância tem a ver com a produção inadequada ou muito baixa de alguma enzima responsável pela digestão de algum alimento, que pode atuar como agente agressor para a mucosa gástrica ou intestinal. Esse problema pode desencadear sintomas como diarréia ou constipação intestinal, distensão abdominal, gases, náuseas, má digestão (sintomas comuns na intolerância a lactose).


Uma intolerância pode causar danos ao tecido do intestino, fazer como que ele deixe passar mais toxinas para o sangue e com isso sensibilizar o sistema imunológico e desencadear uma alergia, que seria um segundo problema.

Como mecanismo de defesa, as células do sistema imunológico irão produzir os anticorpos. E nesse caminho, existe a liberação de substâncias que tentam acordar o nosso corpo para a defesa, e essas substâncias desencadeiam os sintomas no alérgico.


Os alimentos que costumam desencadear uma alergia são: o leite de vaca, amendoim, soja, trigo, ovo, peixes e frutos do mar.

O que pode desencadear alergia na criança?

  • Desmame precoce.

  • Introdução muito cedo de alimentos com potencial alergênico.

  • Frequência desses alimentos alergênicos na dieta.

  • Deficiência de fibras.

  • Hábito alimentar inadequado.

  • Medicamentos que atrapalhem o funcionamento intestinal.

Se a mãe e/ou o pai for alérgico, aumentará as chances da criança ser alérgica. Os estudos tem mostrado que 50% dos pacientes que apresentam algum tipo de alergia alimentar possuem essa história em outros membros da família.


Quais são os sintomas da alergia alimentar?

São vários sintomas e vai depender do tipo de alimento, do grau de sensibilidade da criança e do órgão que será mais afetado. Por isso, seu diagnóstico é um pouco difícil, porque são sintomas que podem confundir o médico com o surgimento de outras doenças. Os mais comuns são:

  • Sintomas respiratórios: asma, sinusite, rinite, amigdalite.

  • Sintomas gênito-urinários: cistite de repetição, candidíase.

  • Sintomas gastrointestinais: má absorção de nutrientes, constipação, diarréia.

  • Sintomas neurológicos: dores de cabeça, enxaqueca, fadigas inexplicáveis, ansiedade.

  • Sintomas auto-imunes: artrite, lúpus.

  • Sintomas dermatológicos: acne, eczema, urticárias.

  • Sintomas endócrinos: hipoglicemia, obesidade.

  • Sintomas sistêmicos: retenção hídrica, olheiras, língua branca.

Apesar da alergia ser mais comum em bebês e crianças pequenas, porque o sistema imunológico ainda não esta totalmente formado, alergias podem surgir em qualquer época da vida da pessoas.


A alimentação, de uma forma geral , pode fazer surgir o problema?

Como nosso intestino é responsável pelo controle desse sistema, ter uma alimentação inadequada com excesso de gorduras saturadas, açúcar e farinha branca, excesso de proteínas de difícil digestão como a da carne vermelha, deficiência de fibras, consumo inadequado de frutas, legumes e verduras, pode afetar o funcionamento do órgão e, como conseqüência, o sistema imunológico abrir espaço para o aparecimento das alergias alimentares.


Como é o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico da alergia deve ser feito por um médico. Após a sua confirmação se faz a exclusão,com o acompanhamento do nutricionista, para que possa ser feita a substituição do alimento alergênico por outros, sem afetar o estado nutricional da criança e provocar deficiências. É importante a exclusão total do alimento que cause a alergia, e de qualquer preparação que possa contê-lo. Além de utilizar outros alimentos para repor os nutrientes retirados, o nutricionista também poderá utilizar suplementos para modular a capacidade do intestino funcionar como uma barreira e evitar essa sensibilidade exagerada, aumentando as bactérias probióticas que irão melhorar o funcionamento do sistema imune.


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